Olyntho da Silveira

Nasceu em Brejo das Almas (MG), em 25.08.909. Foi fazendeiro, comerciante, funcionário público, delegado de polícia, vice-prefeito. Publicou: CANTOS E DESENCANTOS, MINHA TERRA E A NOSSA HISTóRIA, PORTAIS VERSIFICADOS, FRANCISCO SÁ NAS SUAS ORGIENS: O VELHO BREJO DAS ALMAS, CINQUENTÃO e, juntamente com sua esposa Yvonne de Oliveira Silveira, BREJO DAS ALMAS. Membro da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais e da Academia Montesclarense de Letras, de que foi presidente.

 

Maria Luísa

É por você que ainda estou aqui
 a padecer dos meus, incompreensões.
   Antes, não a queria, e quando a vi,
     Joguei por terra as minhas convicções.

Você me trouxe novas ilusões
  e, no seu nome, a Mãe eu revivi.
    Entre nós dois não há nenhuns senões
      E, reforçado, o coração senti.

Você começa a sua Primavera,
 enquanto o meu Outono está no fim
  e aproveitá-la mais eu bem quisera.

Mas mesmo assim bendigo a sua vinda,
 Pois que você é o Universo em mim, 
   na pouca vida que me resta ainda.